Histórico do projeto
Desde 1960 existem estudos da IFC - Indústria de Fosfatados Catarinense (Antiga Adubos Trevo) para a exploração da mina de fosfato do Rio Pinheiros em Anitápolis.
A IFC é uma empresa da YARA - empresa de fertilizantes químicos norueguesa - e da BUNGE - empresa de soja transgênica americana.
O pouca viabilidade econômica deixou o projeto engavetado durante anos. Agora, a empresa voltou a se interessar no fosfato. O processo de licença ambiental esteve por quatro anos tramitando na FATMA e em 13 de abril de 2009, foi expedida a primeira das três licenças:
a LAP - Licença Ambiental Provisória.
A LAP aceita os laudos do EIA-RIMA apresentados pela empresa. Contudo, há um grande número de falhas no documento. Por conta disto, já existe no Ministério Público Estadual uma Ação Civil Pública que pede a suspensão da LAP através de uma liminar.
Em breve a IFC solicitará a LAI - Licença Ambiental de Instalação, onde começarão as obras. Após a LAI, solicitarão a LAO - Licença Ambiental de Operação, quando começará a fabricação do ácido sulfúrico e do NPK.
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Como vai funcionar a fosfateira
Durante os dois primeiro anos acontecerá a construção da fábrica. Um canteiro de obras com 1.400 homens da contrução civil, que virão de fora para morar em Anitápolis. Após a contrução, a fábrica entrará em operação, que será do seguinte modo:
O fosfato retirado da mina será tratado quimicamente e adicionado ao ácido sulfúrico para transformação em adubo solúvel. O ácido será fabricado na própria fosfateira, utilizando como matéria prima o enxofre, que será importado pelo porto de Imbituba e chegará de caminhão até o local.
Deste processo sobram rejeitos químicos altamente poluentes que serão controlados com barragem de rejeitos, tratamento de efluentes e monitoramento de chaminés. Qualquer falha provocará chuva ácida, lama ácida e desastre por rompimento de barragem.Serão duas barragens. O material de contenção é barro (perigosamente frágil).
Será desviado o leito do Rio Pinheiros para a formação de dois lagos de lama. Tecnicamente está decretada a morte do rio e de todo o ecossistema do seu entorno.
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